A força-tarefa integrada entre a Secretaria de Saúde e a Secretaria de Segurança Pública de Goiás apresentou, nesta semana, os primeiros resultados das ações de fiscalização para prevenir a circulação de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol.
De acordo com o balanço, foram 1.193 estabelecimentos comerciais fiscalizados em todo o Estado, resultando na apreensão de 7.539 bebidas irregulares — vencidas, sem origem comprovada ou sem selo de fiscalização do Ministério da Agricultura (MAPA). Ao todo, 665 amostras foram coletadas para análise e 486 procedimentos policiais registrados.
O subsecretário de Segurança Pública e coordenador da operação, Gustavo Carlos Ferreira, destacou a amplitude da fiscalização.
“Foram mais de 7.500 estabelecimentos visitados. Coletamos cerca de 600 amostras para perícia, e todos os laudos emitidos até agora deram resultado negativo para presença de metanol”, afirmou.
Situação no Brasil e em Goiás
Segundo o secretário estadual de Saúde, Rasível Santos, o Brasil já confirmou 32 casos de intoxicação por metanol, sendo 5 óbitos. Em Goiás, entretanto, não há registros de casos confirmados.
No Estado, houve 9 casos suspeitos, dos quais 3 foram descartados, 5 excluídos e 1 segue em investigação, após a entrada recente de um paciente em um hospital privado.
“Foi uma operação de grande sucesso. Quero parabenizar todas as forças de segurança pública, a saúde, as vigilâncias estadual e municipais, além da imprensa, que contribuiu muito para levar informação à população e garantir conscientização”, ressaltou o secretário.
Atuação da Polícia Científica
A Polícia Científica de Goiás também participou ativamente da operação, por meio das equipes de perícia e do Laboratório de Análises Toxicológicas. O superintendente da instituição, Ricardo Matos, explicou que o trabalho foi fundamental para garantir a credibilidade das investigações.
“Atuamos desde o início para assegurar a cadeia de custódia e oferecer respostas rápidas. Os primeiros resultados afastaram por completo a hipótese de intoxicação por metanol no caso de Palmeiras de Goiás, assim como nos pacientes de Uruaçu e Formosa, que também tiveram exames negativos”, destacou.
Continuidade da fiscalização
Embora não haja registro de vítimas em Goiás, o governo estadual reforçou que a fiscalização continuará de forma rigorosa. O objetivo é coibir a circulação de bebidas adulteradas, proteger a saúde da população e evitar tragédias como as registradas em outros estados.
Fonte: @saudegoias
Foto: Pablo Jacob.
Reportagem: Larah Hevillyn Feitosa Jales.






